sexta-feira, 28 de setembro de 2007
CORAÇÃO DE MÃE COM SINAL INVERTIDO
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SÃO BROXAS, MAS TÊM RECEITA PRA VIAGRA
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
NÃO JOGUE FORA O OVO PODRE
Aceito, depois de muito custo, até por alguns ambientalistas, o conceito nasceu em Kyoto e afirma que quem não pode diminuir ou parar a emissão de gases poluentes a contento, pode comprar de terceiros o suficiente para, digamos assim, atingir a sua cota. É como se dentro da sua casa todos tivessem o direito de, em bom português, soltar 3 puns ao dia e você pudesse comprar um pum não solto por seu irmão e soltar quatro. Os xiitas, claro, preferem ver você açoitado por seu pai, mas com essa sistemática estimula-se fortemente o melhor aproveitamento das reservas energéticas e ambientais, pois a melhor maneira de se obter tais créditos é impedindo que as mesmas sejam apenas poluição pura e simples, transformando-as em ativos econômicos, o que não só beneficia o meio ambiente como incrementa a economia.
Os créditos nascem, grosso modo, de uma autorização dada por uma agencia ambiental para que seja emitida uma certa quantidade de poluição. Exige-se ainda que haja algum incremento neste economizar, como é o caso da geração de energia, ou seja, um plus para além do simples poluir menos. Se esta não for alcançada, o saldo em favor do poluente transforma-se em crédito, o qual pode ser negociado. No caso paulista, a prefeitura tinha a autorização pra que seu lixão emitisse uma certa quantidade de metano, com o aproveitamento econômico do mesmo, deu-se uma redução nessa quantidade, que gerou os créditos em questão.
Nem tudo são flores, claro, pois existe o risco de que países ricos acabem por poluir mais do que economizam os pobres, mas isto só é um grande problema para quem acha que grandes questões se resolvem numa tacada mágica. Considerando-se outros fatores de preservação, a idéia ainda é razoável e bem preferível à indústria da multa e da expropriação pretendida pelos eco-radicais.
Anote: uma gigantesca fonte de créditos de carbono são as usinas hidrelétricas. Sim, elas são bem poluentes, pois suas represas emitem muito e muito gás metano em razão do material orgânico decomposto no fundo das mesmas. Já há projetos, presos na burocracia, de se aproveitar esse gás em termelétricas construídas próximas. Mas bacana mesmo seria ver os ambientalistas projetando uma usina para aproveitar a montanha de gás que eles dizem que os bovinos emitem...
Em razão do interesse de grandes empresas e governos em comprar estes créditos, instituições financeiras estão procurando-as para ganhar com o ágio, fazendo, grosso modo, o que já fazem com o dinheiro em geral: captam no varejo e disponibilizam no atacado. Aliás, o projeto Aterro Bandeirantes é administrado pelo Unibanco, principal consumidor da energia ali produzida, em parceria técnica com a empresa Biogás Energia, juntamente com a prefeitura.
O incremento financeiro deve colocar um pouco de chão nos devaneios ambientalistas. Espera-se.
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
BOM LEMBRAR
Reinaldo Azevedo
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
PORQUE OS DOUTORES ODEIAM A MUZZARELA
Quando chegou ao Brasil, a pizza era bem diferente do que é hoje, estava mais para uma torta, massa grossa. Não havia, ainda fornos próprios para ela, que precisa ser assada em temperatura perto dos 500º. Eram usados os fornos de padaria, que chegam a 300º. Resultado: massa crua.
Pois os consumidores gostavam da novidade, das coberturas, do crocante da massa, apesar de encontrar um cruzinho lá dentro. Para contornar o problema, começaram a pedir aos garçons: será que tem jeito de fazer a massa um pouco mais fina?
De pedido em pedido, a massa foi afinando, até chegar ao que conhecemos bem hoje. Numa palavra, a pizza mudou porque o consumidor pediu.
E hoje até há fornos capazes de chegar aos 500º, mas o gosto já está consagrado e não se vislumbra mudanças no horizonte, apesar de uma ou outra massinha mais grossa achada aqui e ali.
Pois então, o mercado mudou a pizza, simples assim. Sem interferência de nenhum burocrata, sem nenhuma teoria acadêmica, sem leis, decretos, fiscalização, nada, apenas e tão somente um consumidor pedindo e um garçom atendendo.
De outro lado, a ANVISA, órgão federal responsável, entre outras coisas, pela liberação e fiscalização de medicamentos proibiu a venda do suplemento alimentar CLA, conhecido como ácido linoleico conjugado. Argumenta que não há provas de que o produto produza os efeitos emagrecedores divulgados e que também não há evidências de que não seja prejudicial à saúde. Em boa parte do mundo, a sua venda é permitida e não há relato algum na medicina de qualquer efeito colateral significativo associado à substância. Esta substância é encontrada naturalmente em qualquer peixe e há empresas que enriquecem o leite com a mesma, licitamente.
Que critérios a ANVISA usou exatamente? Impossível saber. Até aí nada demais, seria só um erro, uma burrice dessas que assolam o poder público. Mas a coisa é pior, pois ao mesmo tempo que proíbe a venda de óleo de peixe encapsulado, permite a venda indiscriminada da da dipirona, um analgésico de eficácia limitada, com efeitos colaterais os mais variados, alguns bastante significativos. No mundo todo está praticamente banida, com exceção de alguns países asiáticos e africanos. É o componente ativo dos famosos Dorflex, Neosaldina e Novalgina, este último um dos mais populares remédios do país, fabricado pelo laboratório Novartis, que doou quantias significativas ao PT nas eleições presidenciais.
É claro que em se tratando de saúde pública, não se deve primeiro liberar a venda para depois esperar o consumidor reclamar. Mas, em não havendo provas de que seja prejudicial (jamais o inverso, por amor à lógica), o ideal é que se libere o produto e deixe o mercado decidir pela sua continuidade. Mas esta coisa singelamente simples é impossível de ser entendida pelos professores de felicidade.
Se dependesse dessa gente, a pizza fininha não seria vendida por falta de provas de que não faz mal à saúde.
Esse tipo de bizarrice deve ser o suficiente para mostrar a diferença entre quem pensa livremente e quem pensa programaticamente. Ou, em outros termos, entre um ser livre e empreendedor e um espírito totalitário.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
A SOGRA VERMELHA
Já é um absurdo uma lei que privilegia as mulheres, posto que agressões são coisa para se punir qualquer que seja o sexo, o credo ou o time para o qual torce a vítima ou o agressor.
É razoável, salutar até, que haja uma estrutura policial específica para atender as mulheres vítimas de violência doméstica, mas uma lei que trate exclusivamente de problemas domésticos é tutela estatal da família. Uma coisa é proteger a instituição familiar, outra é dizer como as pessoas devem se comportar dentro de suas casas. Se uma agressão é crime, então ela é crime também dentro de casa, simples assim. Para que uma lei tão específica?
Acontece que o número de queixas vem diminuindo nas delegacias da mulher por conta do medo das esposas em verem os maridos presos, mesmo que se arrependam da reclamação no futuro. Pense o seguinte: se a mulher apanha e acha que isto não é motivo para colocar alguém na cadeia, por que o estado deve continuar com o processo até culminar com a punição? Para todos os demais casos de violência física, a querela só segue mediante impulso do ofendido, com exceção da lesão grave (aleijão, deformidade, incapacitação para o trabalho, etc) e porque ela se aproxima do resultado morte. Por que uma lesão leve feita por um marido deve seguir adiante, mesmo que a esposa não manifeste sua vontade de levar a coisa em frente?
Essa lei já rendeu uma senhora bizarrice: há nas filas de visitantes das cadeias mulheres que colocaram seus maridos lá. Sabe o que é isso? É autonomia de cada um se sobrepondo, mais uma vez, aos anseios reformistas e universalistas da galera do martelo e da foice.
Essa lei é daquelas que impõem um padrão de comportamento, ou seja, é uma lei de reforma social, não de tutela de valores consagrados na civilização. É, de novo, a esquerda comendo pelas beiradas, usando pretextos nobres para fazer de tudo e de todos uma extensão do aparato estatal, que, obviamente, será controlado pelos professores de felicidade que povoam órgãos estatais, ONG´s, universidades, CDH´s, etc.
Pois diante de tudo isto e do decréscimo da demanda das mulheres queixosas em particular, os ispessializtas querem mais estado, mais tutela, mais reforma. Querem que o estado comece a forçar e bancar acompanhamento psicológico dos maridos. Ou seja, ao invés de incentivar que as mulheres larguem os trastes, querem fazer uma lobotomia neles. Essa raça não consegue entender que as pessoas podem e devem resolver seus próprios problemas? (a pergunta é meramente retórica). Curiosamente, quando se fala em impor tratamento aos toxicômanos, essa trupe vem dizer que o estado não pode fazer uma coisa dessas. Pois é, a coerência que vá pras cucuias, o importante é construir uma outra sociedade, a deles, claro.
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UFA
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
E O OSCAR VAI...
O professor José Carlos Parente de Oliveira, do Departamento de Física da UFC, (pós-doutor em Física de Nuvens e membro do Conselho Estadual de Educação do Ceará) é um dos críticos dessa hipótese. Escreveu o seguinte recentemente:
As projeções feitas nos relatórios do IPCC – cuja hipótese básica é a culpabilidade das atividades humanas pelo aumento de temperatura - não passam de simulações em modelos climáticos, em diversos cenários possíveis: a Terra nesses modelos é virtual e simples, bem diferente da Terra real que encerra complexa rede de interações atmosfera-biosfera-hidrosfera.
(...)
Os registros empíricos históricos das variações na temperatura da Terra, da atividade solar e do fluxo de raios cósmicos permitem inferir o papel preponderante da contribuição solar tanto para o aquecimento quanto para o resfriamento da Terra, inclusive para o aquecimento dos últimos trinta anos.
Enquanto isto, as ONG´s ambientalistas vão ganhando cada vez mais recursos públicos para defender a hipótese da ONU, as empresas de produtos “orgânicos” vão lucrando cada vez mais e Al Gore vai ficando cada vez mais rico com palestras e participações em projetos bilionários ecologicamente corretos.
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IMBUIA, CEREJEIRA, JACARANDÁ...
Explicando: para o senador, crime que toda uma classe comete não é crime, nem imoral. O cidadão comum vai para a cadeia se sonega e pode perder o emprego por suspeita razoável de furto na empresa. Já os Senadores podem cometer os crimes e não serem cassados por isto, porque o decoro parlamentar é mais elástico que o do povão.
Antiga lição de um corrupto histórico: à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta. Sim, em se tratando de política, da coisa pública, as aparências são muito importantes, porque a dúvida mina a credibilidade e, por extensão, a legitimidade. Simples assim.
Já o senador pensa diverso, para ele os políticos podem parecer culpados, corruptos, desonestos, aliás, não só podem parecer como podem sê-lo efetivamente.
E com base pensamento, o governo pôs o bloco na rua e livrou o seu aliado da cassação. Por muito menos, no passado, pediu impeachment e patrocinou passeatas de “fora FHC”.
Vamos lembrar: o PT e a esquerda queriam impor uma cartilha pela qual não se poderia chamar uma bicha de bicha, porque é ofensivo. Porém, para eles, não é ofensivo que representantes do povo cometam crimes tributários, usem empresários para pagar dívidas particulares, fraudem documentos; nada disto é ofensivo, nada disto é imoral para eles. São os fatos. Mas ainda há quem dê mais valor aos discursos, os nossos amados intelequituáiz, por exemplo.
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CASA DE VIDRO
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
PINGO NO I
Ele disse que a morte de pessoas do governo, por militantes de esquerda, durante a ditadura militar não é crime. Claro, desde quando matar alguém é crime se esse alguém não for de esquerda?
Claro, o dotô Paulo tem títulos, não é um zé ninguém, é mestre em ciência políticas, petista de fundação e membro graúdo do Instituto Cidadania, um dos muitos braços petistas no mundo das ONG´s. O mundo ainda é redondo? Se for, então para saber distinguir o certo do errado não é preciso saber sequer a primeira letra do alfabeto.
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MENTE ABERTA, SOCIEDADE ABERTA
Quinta, 23 de agosto de 2007.
Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).
Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?
Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...
Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.
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TIPIFICAÇÃO
Anote: essa bizarrice não é a única. A maior parte dos beneficiários do programa não precisa realmente e a esmagadora maioria dos que precisam não estão nele incluídos, vide os miseráveis agricultores e trabalhadores rurais do Ceará, passando fome, também por causa da seca. Até o momento nenhum deles recebeu um centavo de ajuda do governo e não houve uma só passeata do MST em favor dos mesmos. Nem haverá. Gente que trabalha para comer não ganha a atenção desse tipo de movimento.
Quem acha que o dólar barato de FHC foi um estelionato eleitoral deveria dizer qual a melhor definição para o bolsa família para quem não precisa. Latrocínio eleitoral, talvez?
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
BOM LEMBRAR
“O revolucionário tem desprezo pela opinião pública e ódio pela moral social atual e suas diretivas. Para ele, o que é moral é o que é favorável ao triunfo da revolução, e o que é imoral e criminoso é o que a contraria.”
“É necessário que o militante, duro para com ele próprio, o seja também para os outros. Todos os sentimentos que nascem da família, da amizade, do amor ou do reconhecimento devem ser sufocados nele pela única e fria paixão da obra revolucionária. E prosseguindo com sangue-frio na realização do plano, deve estar pronto para morrer e também pronto para matar com as próprias mãos todos aqueles que se oponham à sua realização”.
Netchiaev, anarquista russo
E aí, vai matar quem hoje?
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RESTAURANTE PRECISA DE PEDREIRO PARA COMANDAR SUA COZINHA INTERNACIONAL
Já se escreveu aqui sobre o Sr. Eduardo Elias Romão, chefe do departamento de censura, ops, de justiça, classificação, títulos e qualificação do Ministério da justiça (DEJUS), órgão responsável pela classificação indicativa, antes pretendida impositiva, da programação televisiva. Foi dito o seguinte: O chefe do DEJUS, segundo o site do MJ, é bacharel em direito pela UFMG, mestre e doutorando em direito pela UNB. O próprio site informa que ele tem experiência em direito e que suas especialidades são o Direito Público, com ênfase em mediação, história do direito, estado democrático, paradigma, conflito e mediação (a redundância está lá no site). Necas de psicologia, pedagogia, ou qualquer outra coisa que lhe permita saber como funciona o processo de formação de identidades, a formação do conhecimento e demais processos cognitivos, enfim, nada que lhe permita dizer com um mínimo de racionalidade quais programas são ou não adequados para crianças e adolescentes. Basicamente, é como se o presidente indicasse para o STF um psicanalista.
Pois agora o governador paulista, tucano José Serra, indica para a FAPESP, a maior instituição científica do país, um outro burocrata, o ex-ministro do exterior, Sr. Celso Lafer, que vem a ser um jurista. Que advogado nesse mundo um dia pisou num laboratório e sabe a diferença entre um transistor e um chip? O homem pode ser o tal na sua área, mas para comandar o maior orçamento científico do continente é claro que não serve. Conceda-se: Palocci era médico e levou bem o Ministério da Fazenda, mas, não esqueçamos, a política econômica já fora desenhada e ele é um político que ocupou um cargo também político.
É clara a intenção de manter a instituição em rédeas curtas, colocando gente do círculo político ao invés de buscar funcionários de carreira ou de notória especialidade.
Algum maldoso pode pensar também que se trata de alguma forma de dar cargos aos aliados, pura e simplesmente. Se for só isso, está bom.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
ENGASGANDO COM O REMÉDIO
O arsênico está presente naturalmente em certos tipos de solos. Muitos ambientalistas, ONG´s e cientistas recomendaram que se cavassem poços artesianos em certas regiões, para evitar que as populações locais bebessem água contaminada pela poluição de superfície e/ou ficassem à mercê da sorte. Pois é. E agora descobriram que lá embaixo tem arsênico.
Típico caso de serviço mal feito? Ou simples catastrofismo? Claro, números de gente afetada por já mesmo ninguém apresentou até agora. Nem poderia ser diferente, quando se trata de expor bem os fatos presentes, essa turma é meio limitada, mas quando se trata de pintar um apocalipse, ah, não tem quem faça igual.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
ENGALANAR PARA ENGANAR
Aqui se vê a íntegra da monstruosidade: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/202553.pdf
Ao invés de o governo petista criar condições para que cada cidadão possa, ele mesmo, criar suas próprias riquezas, quer tomar a de quem já a produz ou já a tem.
Agora some a isto a sanha da Petrobrás em comprar empresas do seu setor, a intervenção direta e não institucional do governo em fusões de mega-empresas. Consegue ver? É o governo impondo a planificação da economia, vai pelas beiradas, de mansinho, sem revoluções, mas vai.
Quer mais? Tem, claro que tem, sempre tem. Some aí também as manifestações populares comandadas por ONG´s que vivem ás custas de dinheiro público, ou seja, o governo do PT dando dinheiro público para organizações ideologicamente afinadas com o PT. Em miúdos: partido e estado fundidos. O nome disto é comunismo, não?
Mais um tantinho: o PT já indicou 7 dos 11 ministros do STF.
Cabendo mais, lembre-se dos rumores cada vez maiores e mais fortes e assumidos do sonho do terceiro mandato e da re-eleição eterna, já em prática por El General de las Americas.
Faça as contas.
O fatalismo deve ser afastado do pensar para manter este sempre claro, sem dúvida, mas jamais os fatos e estes mostram para que rumo se vai com esta trupe. Por trás do PT rosa se esconde o PT roxo de raiva de sempre.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
P R I
“Ana Mercedes Díaz, como ela mesma se apresenta "ex-diretora geral de Partidos Políticos e que trabalhou no Conselho Nacional Eleitoral durante 25 anos", criou uma página de internet onde torna pública todos os dados de irregularidades absurdas havidas na "re-eleição" de Hugo Chávez em novembro de 2006. Quais irregularidades?
O aumento de um milhão, trinta e nove mil e cento e vinte três (1.339.123) eleitores na Venezuela entre janeiro de 2006 e o que foi registrado na infraestrutura do Conselho Nacional Eleitoral, que seria utilizada no dia das eleições.
Pessoas que tetiam o mesmo nome , a mesma data de nascimento com duas ou mais cédulas de indentidade com números de série diferentes.
O inexplicável fato de que um terço dos municípios do país existiam mais votantes do que habitantes.
A quantidade de um milhão, duzentos e setenta mil e novecentos e quarenta (1.270.940) registros eleitorais modificados.
Pessoas maiores de 100 anos devidamente inscritas para votar.
A alteração de data de nascimento de dezoito mil novecentos e ooitenta e um ( 18.981) que supostamente haviam nascido em 15 de março de 1974.
Tudo isso pode ser encontrado na página criada pela corajosa Ana Díaz, a www.llegoelmomento.com”
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ERA DISSO QUE FALAVA NIETZCSHE?
"Acabei de ser informado de que os estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco repudiaram, com veemência, a presença da tropa de choque da PM em sua academia na noite de 22 de agosto. Vejo nesse repúdio o eterno espírito vigilante dos acadêmicos na indefectível defesa dos altos princípios da democracia e dos direitos humanos. Não posso deixar de abraçá-los por mais essa demonstração de idealismo e de beleza. A verdade é que a alma dos filhos de nossa Velha e Sempre Nova Academia nunca tolerou a prepotência de quaisquer Poderes nos âmbitos de seus sagrados domínios. Em lastimáveis equívocos pode incorrer quem se esquece dessa preciosa verdade." Professor Goffredo da Silva Telles Jr. (Folha de S. Paulo, 25/8/07)”
Reparem que ele assina como professor. Certo, se o é, é, ué. E nem se diga que se desprezam ou que não se reconhecem seus títulos acadêmicos e peso junto à comunidade aquademika, reconhecidos são aqui, de plano. Para o sistema Lattes, porém, ele é um ilustre John Doe. Tudo bem, Einstein também o seria por muito tempo.
Aos fatos. Se os estudantes repudiaram com veemência, ou são muito poucos ou o vocábulo teve seu conteúdo alterado na reforma gramatical atualmente em imposição. Se os estudantes de direito eram contra a presença da tropa de choque, por que não se manifestaram tanto quanto os invasores? Que se saiba, ficaram quietinhos em suas sala, das quais não podiam sequer sair enquanto da ocupação. Tomado por verdade o que relata o professor, só se pode dizer uma coisa desses bacharelandos: são covardes e pulhas que cospem no prato que comem, pois a polícia foi lá garantir o sagrado direito deles de assistir aulas e de ir e vir. Fossem menos vis, teriam se dado ao trabalho de, no mínimo, fazer como os colegas de letras e humanas e enfrentar o policiamento, resistir. Veemente é isto. O que se tem notícia, omissão, acuamento, é chamado, eufemisticamente, bem ao gosto dos intelequituáiz, de insuficiente hombridade.
O querido professor dá conta de que a academia é dos estudantes e professores. Dois defeitos numa única frase e pouco importa se é intencional ou não: é tolice e é mentira. Não é dos estudantes, nem dos professores. É dos cidadãos paulistas, especialmente dos pagadores de impostos. Os mesmos que pagam o salário dele e dos membros da tropa de choque. Os estudantes estão lá, de graça, porque estes, democraticamente, acharam por bem que tivessem esse direito, mas em momento algum lhes foi transferida a propriedade, posse, nada. O patrimônio público é de todos, não apenas dos que usufruem dele momentaneamente. Em tempos em que estado e partido são uma coisa só, vide a marcha das Margaridas totalmente paga com dinheiro público, fica difícil acreditar, mas é exatamente assim que é.
O professor viu na atitude o espírito vigilante dos acadêmicos. Pelo que consta, não estavam tão vigilantes assim, pois não se aperceberam que estavam lhe fazendo um cerco à luz clara. Viu também a defesa da democracia. Nem vale comentar enquanto ele não der a sua definição do termo. No corrente uso, democracia nada tem que ver com ausência de repressão a marginais, criminosos e aos que atentam contra ela mesma. Também enxergou a defesa dos direitos humanos. Pode ser. Mas, de quem? Dos alunos é que não é, porque estavam sitiados até que o choque chegasse.
E, fosse pouco, o professor diz que a sua academia não tolera prepotência dos poderes, destacando bem o termo, colocando-o em itálico: poderes. Que pretenderá dizer? Que não tolera somente a prepotência dos poderes constituídos e tolera a dos que atentam contra eles? Parece que por trás daquelas belas palavras se esconde o velho espírito de superioridade dos intelequituáiz, o mesmo que os faz se esconder debaixo da cama quando estoura um cano de escape na rua. Verdade seja dita, pelo menos o pessoal do MST e quejandos tem a honestidade de dar a cara a tapa, menos, claro, seus dirigentes, mas isto não vem ao caso. Essa trupe acadêmica é desse tipo mesmo, adora ser do contra, mas na hora de ir ao encontro, foge da raia. Dessa história fica claro, claríssimo, que os protestantes mostraram uma superioridade intelectual frente aos estudantes referidos pelo professor, já que deram seu recado abertamente, no momento e no calor da coisa, não depois, no aconchego do lar, em reuniõezinhas de grêmios e diretórios, em jornais, bem seguros por paredes, alarmes e, claro, polícia.
Então, é isso que elogia o professor? Que os alunos fujam da raia e depois critiquem quem lhes garante o ir e vir, o dizer o que bem pensam e tudo o mais? Que batam no cachorro que impede a entrada dos ladrões? Que os futuros profissionais primeiro se escondam, depois tomem partido? É isto? Que tomem por sua uma universidade construída e mantida com dinheiro de todos? Que condenem a presença dos poderes no âmbito acadêmico, mas tolerem a de manifestantes politizados em ação promovida por entidade que só existe porque recebe repasses públicos?
Não há nada de belo nessa atitude, caro professor. Só há vilania, baixeza moral e intelectual. E, ululante, covardia. Com coisas assim acontecendo nas universidades públicas, não é de estranhar que mensalões não resultem em convulsões: elas ensinam as gerações a serem cada vez mais covardes e passivas.
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SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRE?
O MRE exige que as bancas candidatas à contratação contem com escritórios há pelo menos dois anos em Bruxelas e Washington. Mais, pede que haja pelo menos cinco advogados da área na Europa e quinze na América.
Difícil imaginar que advogados não estejam aptos ao serviço por nunca terem pisado nestas cidades mais do que algumas horas, ou mesmo nunca respirado seus ares.
Esse tipo de restrição mui específica fere a universalidade esperada de licitações. Cheiro de direcionamento no ar, coisa bem comum em áreas menos nobres da administração.
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John
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